A ASTROLOGIA E A ILUMINAÇÃO


No Templo em Delfos está escrita a celebre frase, “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.”, durante todo o processo de estudo e dedicação aos estudos espirituais, que é um processo de auto-conhecimento e, portanto, de aspiração a uma iluminação espiritual, nos dedicamos à meditação e o despertar de nosso Eu Interior. A partir desse despertar nosso Mestre Interior vai nos guiando para a realização de nossa Missão ao mesmo tempo que somos instigados a continuar nossa aprendizagem, agora não só para dentro de nós mesmos, mas por estarmos mais preparados, também para fora, e podermos comparar o macro e micro.

É para os que despertaram seu Eu Interior e estão na busca da Iluminação espiritual que a astrologia parece ter maior significado como instrumento de auto-conhecimento e de compreensão dos acontecimentos coletivos que visam o desenvolvimento espiritual de toda a Humanidade.

O conhecimento da Astrologia Tradicional, como a maioria, foi deturpado por questões comerciais e ignorância mesmo, até o termo tradicional foi deturpado de tal forma que hoje significa, nos meios astrológicos, a astrologia de filosofia determinística e fatalista, longe do verdadeiro significado aqui colocado que quer dizer a astrologia ensinada no meio Tradicional, das Escolas de Mistérios, onde tiveram acesso todos os grandes iniciados da história da Humanidade.

A astrologia tradicional é a ciência que trata dos astros na vida individual e coletiva. Ela considera os corpos celestes como corpos vivos e seus agrupamentos, ou sistemas de planetas girando ao redor de um centro, como seres. Vimos, à luz das palavras de Louis-Claude de Saint-Martin e de Jacob Boehme, como é grande a influência que os astros exercem em nosso cotidiano. Além disso os ensinamentos do segundo grau da TOM nos indicam as interações existentes entre os planetas e as diferentes funções e partes do corpo humano. (...)Robert Fludd dedicou uma de suas obras à astrologia, com o título latino De Astrologia. Esse livro é apenas parte de uma das obras principais do filósofo: o Macrocosmo. O De Astrologia foi traduzido por Pierre Piobb, em 1907, com o título Tratado de Astrologia Geral. As páginas de introdução desse Tratado são particularmente interessantes porque corrobam as doutrinas das tradições rosacruz e martinista. (...)

As personalidades-alma inteiramente sujeitas às influências astrais podem receber tanto boas como más influências. Isso exprime o fato de que elas têm seus defeitos e suas qualidades, os quais procedem, respectivamente, dos pontos fracos e dos pontos fortes de seu mapa astral de nascimento.(...)

A astrologia tradicional entende os planetas, em suas posições e movimentos respectivos, como corpos celestes móveis que influenciam um dado tema astral, num dado momento e num dado lugar. Com relação a isso, quando corretamente interpretada e praticada, ela constitui uma ferramenta de conhecimento de primeira ordem, que Robert Fludd não hesita em qualificar de divinação.

Chegar a esse nível de maestria na arte astrológica não está ao alcance do comum dos mortais. O estudo da astrologia tradicional pode constituir um belíssimo projeto de longo prazo, que exigirá, sem dúvida, várias encarnações para o mestre nesta arte tornar-se útil aos seus semelhantes.(...) Sensibilizando-nos às influências planetárias e associando esse conhecimento a experiências práticas e invocações especiais, eles nos proporcionam ferramentas de purificação interior, de utilidade imediata para nossa saúde espiritual, psíquica e física. Essas ferramentas nos ajudam a captar na Imensidade celeste, onde predominam as influências dos círculos planetários, os benefícios espirituais que precisamos para atravessar esta Imensidade, e a elevar nossa consciência ao mundo supraceleste.” (O Pantáculo nº 13)

Há várias correntes modernas de astrologia, e algumas têm conseguido através da pesquisa resgatar a essência da Astrologia Tradicional no seu sentido de instrumento de busca espiritual de iluminação, entre esses pesquisadores que eram mais psicólogos do que astrólogos estão Carl Jung e Dane Rudhyar, este último desenvolveu a filosofia da astrologia humanista que também, segundo este autor acabou também perdendo rapidamente essa essência de busca espiritual, por isso ele resolveu com o aprofundamento de suas pesquisas denominar de astrologia transpessoal ou astrologia da transformação.

Esta tendência moderna da astrologia resgatou principalmente a visão holística da Astrologia Tradicional, que seria melhor ser colocada atualmente como Astrologia Primordial para evitar confusões. Dentro dessa visão holística de um mapa astral, uma primeira análise é feita do conjunto do simbolismo entre o signo ascendente, signo solar e signo lunar, pois esses três elementos representam à personalidade-alma, o Mestre Interior e o ego.

s de nascimentobastando saber o dia e o m signo ascendente em se ter uma idensinada no meio Tradicional, das Escolas de Mistral

O Ego, simbolizado pelo signo lunar, é o reflexo do grau de consciência que temos de nosso poder solar, é o que os outros percebem ou que deixamos que percebam sobre nós, é uma máscara que pode esconder ou proteger o Mestre Interior, que na maioria dos profanos eles mesmos não enxergam, e por isso que é desse signo lunar que primeiro precisamos tomar consciência. A meditação sobre o simbolismo do signo lunar e de todos os aspectos relacionados sobre ele no mapa astral do buscador permitirá o primeiro passo para uma alquimia espiritual.

O signo solar, é o Mestre Interior que não temos consciência enquanto estivermos nos subordinando as desejos do ego, aquela voz que ouvimos quando cedemos às tentações e aos desejos dos sentidos. É por isso que o signo solar faz tanto sucesso comercial, nos horóscopos sejam diários, mensais ou anuais, embora sejam análises genéricas sem nenhum proveito seja na vida profana ou na Senda Espiritual. Depois da meditação sobre o signo lunar e da aplicação dessa meditação na vida, segue-se a necessidade de meditação sobre o simbolismo do signo solar e de todos os aspectos relacionados no mapa astral, para que se coloque a força lunar do ego a serviço do Mestre Interior.

É por simbolizar a personalidade-alma que o planeta regente do ascendente também é considerado o regente geral do mapa, embora a maioria dos astrólogos não saiba dessa razão, eles aceitam por que funciona nas análises práticas. A meditação sobre o signo lunar e sobre o signo solar são pré-requisitos importantes para a meditação sobre o signo ascendente. É por isso que a meditação sobre o simbolismo do planeta regente nos capacita a tomar consciência e manter uma harmonia entre o ser interior e as experiências externas filtradas pelo ego, o que terá um papel fundamental na compreensão da missão de vida e na superação das questões kármicas.

A divisão principal de um mapa astral forma uma cruz, onde o braço direito da cruz, onde começa a casa 1 ( o eu interior) a Luz que vem do Leste, é o ascendente, no outro braço temos o descendente(o eu exterior, o oeste) e a casa 7, a base da cruz temos o Fundo do Céu que representa nossa origem espiritual, de onde viemos, a casa 4 (norte), na ponta da cruz temos o Meio do Céu que representa nossa Missão Espiritual, para onde iremos, a casa 10 (sul), no centro está nossa essência, a Rosa da Alma na Cruz da Vida.

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